sábado, 12 de dezembro de 2009

Com a palavra, Daniela Felisberto ;)

Bom, 2009 está indo embora. Não seria justo eu deixar de registrar nesse blog algumas palavras em relação às conquistas que alcancei durante o ano. Depois que vi meu nome na lista de aprovados do vestibular, pensei que tivesse conseguido uma felicidade dificilmente superável. Eu estava errada. Juntamente com o ingresso em minha amada UFMS, vieram novos desafios, uma porrada de despesas, leituras, provas, seminários, etc. Mas unido a tantos sufocos, veio meu maior presente lá dentro: OS MEUS AMIGOS. Paty, Char e o Thi. Aqueles nos quais eu encontrei a fonte do ânimo, da persistência e do apoio. Sem eles, que adotei como "família filial" estou certa de que meu dia-a-dia na faculdade seria monótono. Dentro do grupo, que com prazer faço parte, aprendi e aprendo muita coisa, vejo as tantas vezes que reclamo por tão pouco, quando na verdade, sou eu que faço minha história. Desde o início eu soube que aquela união repentina e verdadeira se faria constantemente e que grande parte de nossas vidas seria compartilhada. Que ali eu poderia encontrar refúgio e conselhos sempre que precisasse. E foi nesse momento que eu concluí que poderia sim, os denominar de segunda família. Porque família de verdade é assim: o alicerce, a estrela-guia. De cada um eu extraio algo inspirador: a Paty me passa a ideia de "praticidade", tipo, ou é ou não é, se decide! Sabe? A Char me mostra uma constante "persistência", ela é mãe, esposa, dona de casa, acadêmica e ainda sobra espaço pra se dedicar a nós. Ufa! O Thi é a "paciênia encarnada". Acho que está pra nascer alguém tão legal e disposto a ajudar como for preciso, ouvir suas besteiras e reclamações com a mesma postura. Eu não sei se eles extraem algo tão legal de mim, tenho consciência que muitas vezes sou chata, mal-humorada, mas ainda com essa personalidade meio confusa eu me esforço pra ser digna de tanta dedicação e carinho oferecido por eles. Vez ou outra me pego pensando em como é bom poder ser criança mesmo sendo todos maiores de idade, como é possível transformar a rotina do curso em momentos inesquecíveis, em como uma simples coca-cola ou descansada na lateral da biblioteca são essenciais pra dar um agito no alto astral desgastado pelo stress gerado pelos tufos de trabalho. A gente sai, faz um monte de coisas legais, conversa sobre tudo, se zua, canta, compartilha os micos, tira foto, come passatempo, salgado, pipoca, faz almoço e a gente conhece o olhar um do outro. Enfim, eu poderia ficar escrevendo horas e horas pra, ao menos, tentar explicar o que é o grupo dos pandas na minha vida. Mas depois de tanta convivência e crescimento em tão pouco tempo, afinal esse foi só o 1º ano da faculdade, eu só posso concluir que os amo demais e devido a isso, nem mesmo todas as palavras do universo seriam suficientes pra traduzir tamanha importância!




quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O dia da bexiga d'água...

Era uma quarta-feira de setembro. Nosso grupo estava animado para mais um dia cheio de travessuras. Sim, somos todos grandes. Mas não nos privamos de momentos como esses e recomendamos! Pra começar andamos da UFMS até o Gugu Lanches em busca dos ingressos pro show do Exaltasamba. Assamos debaixo do sol, mas parceiria é isso. E um dos maiores lemas de nosso grupo. De lá subimos até a praça pra pegar um busão básico e partir rumo à casa da Paty: "Galera, a gnt pega o 087 desce no terminal e vai de 080!". Porém, o Thi estava meio estranho, meio não, muito! Rsrs. E esse comportamento desde que saímos da faculdade. Ele apenas esclareceu o que era um tempo depois, já na casa da japa. Mas isso não vem ao caso, não nesse post. O caso que marcou essa tarde foi o seguinte: devido a esse comportamento dele, eu, Paty e Char fomos ao fundo do busão e o Thi se limitou a ficar lá no meio, isolado mesmo. O fato é que nós decidimos não perguntar e nem correr atrás. Fala sério, né? A gnt não tinha feito nada. Chegamos no terminal e naturalmente, descemos do ônibus, nós três. E o Thi permaneceu lá no banco, nós achamos que era puro charme dele... achamos errado. Ele estava dormindo! Lá fui eu na porta do ônibus, que nem uma desesperada: "Thi! Thi!". Ele acordou?? Nããão! E 'PAF' as portas se fecharam e lá foi o dorminhoco rumo a mais uma volta pela cidade. Ficamos as três lá com cara de panqueca crua. A japa com a cabeça curvada de tanto peso na consciência, eu e Char mais passadas que picanha em rodízio e somente o meu celular com crédito! Ligamos pra ele, que atendeu todo morgado e soltou: "Vcs não me chamaram!" ¬¬ Depois de muita confusão, ele finalmente chegou na casa da japa, todo sem jeito, eu brava com o comportamento dele. Mais tarde, já com os ânimos normais, descemos os 4 até a quadra de esportes e brincamos de bexiga d'água. Eu fui um fiasco, a Paty e o Thi até que conseguiram se acertar e ME acertar bastante e a Char...por pouco não saiu imune. Eu milagrosamente, já nas últimas bexigas a acertei em cheio na cabeça! Por hj é isso. Vivam intensamente, meus caros. Esse tipo de acontecimento marca nossa trajetória e nos trazem boas risadas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Denomino ANJOS


Bom, pela primeira vez cá estou, Paty, para fazer uma singela homenagem para esses que me acompanham desde 2009: Char, Dany e Thi. Meus parceiros de faculdade, meus parceiros do dia a dia e, principalmente, meus parceiros de vida. Aqueles que eu escolhi para que dividissem e participassem de cada momento que vivo e que me escolheram para que pudesse retribuir cada ato que me devotam.

São conselhos, casas, amigos, festas, dinheiro, risadas e colos que partilhamos diariamente. São planos, confissões e objetivos que trocamos e torcemos um pelo outro.
São pais, mães, tios, irmãos, sobrinhos, sogras, filhos, maridos [com todo respeito, Char! rs] que dividimos.
É amor, é torcida, é admiração que sentimos.

Sei que um simples "OBRIGADA" e "AMO VOCÊS" é insuficiente para demonstrar a gratidão que tenho por cada um e representar o amor que tenho por vocês. Mas como forma de um verdadeiro agradecimento me dedico a estar sempre pronta, aqui, para cada hora e momento que precisarem.

Digo com certeza que não seria nada do que sou se não tivesse vocês ao meu lado!
Abaixo um texto e uma música que representa bem isso que escrevi:


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Oscar Wilde




Anjos - Pimenta do Reino

Há momentos em que a solidão aperta
E a tristeza quer se instalar
Então clamamos o socorro do Deus vivo
Ele nos manda anjos pra nos animar

Não têm asas e não podem voar
Mas em seu coração trazem o dom de amar

Preciso da sua amizade
Da sinceridade do teu carinho
Eu sei, pode não parecer com meu jeito de ser
Mas você é muito especial

É tão bom ter alguém pra te ouvir
É tão bom ter alguém que se interesse
Saiba te entender
É tão bom me sentir a vontade pra dizer a verdade
Ser aceito como eu sou

Não têm asas e não podem voar (não podem voar)
Mas em seu coração (seu coração) trazem o dom de amar

Preciso da sua amizade
Da sinceridade do teu carinho
Eu sei, pode não parecer com meu jeito de ser
Mas você é muito especial

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A segunda família...


Dispostos a ingressar na faculdade, 4 jovens resolvem prestar vestibular para Pedagogia na UFMS. Cada um com seus objetivos e determinações, saem de suas casas dois dias para enfrentar as provas que mudariam para sempre o rumo de suas vidas. Sim, a partir dali todos eles estariam na tão sonhada lista de aprovados. As 4 histórias que antes eram distintas passam a se entrelaçar através da grande amizade que se reforça a cada dia. Em meio aos intermináveis trabalhos, provas e seminários, encontram maneiras de descontrair as cabeças tomadas pela pressão psicológica que, inevitavelmente, surge a partir da rotina acadêmica. Em meio a conversas descontraídas ou tomadas de seriedade, notam que não mais possuem uma família, mas duas. A biológica e a opcional. Agora passam a maior parte de suas horas diárias na universidade. Identificam-se, confidenciam-se, discordam-se e amam-se. Se tornam irmãos e prezam pela amizade acima de qualquer desentendimento ou mágoa. Fazem D.R, dizem o que pensam, recorrem aos conselhos, se dão suporte a cada novo trabalho. Percebem que a universidade é muito mais que uma academia de conhecimento, é também o lugar onde se prova o improvável: amizades podem existir até mesmo na cansativa rotina. Saem, curtem, dançam, cantam, riem, dividem as angústias e confusões. Fazem infinitas vaquinhas para a coca-cola ou para a bolinha de queijo com batata frita. São parte um do outro, são crianças, são adultos...são Pandas.

(continua...)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

E paralelamente à História da Pedagogia...Homem x Mulher - qual o verdadeiro sexo frágil?



Certa vez eu, Daniela, e a Paty estávamos conversando sobre homens. Sim, um assunto complexo, porém muito interessante.
Iniciamos o diálogo discutindo nossos "relacionamentos". Até que prosseguimos e resolvemos caracterizar o sexo masculino, tido por muitos, como o mais forte. Para nós, não é bem assim... Já que o homem, em sua grande maioria, quando sofre uma desilusão, sempre precisa de um motivo para acreditar novamente no amor. Mulher já é mais forte, mais segura e independente. Somos fodas! (rs)
Homem faz muito drama, tempestade em copo d'água. São muito orgulhosos, não sabem extravasar quando sofre, só resmunga, e ainda diz que a mulher cagou a vida dele. Mulher já tira isso de letra depois de um tempo. Mulher faz o que tem que ser feito. Homem prefere perder tudo do que dar o braço.
Tem um cara por quem fui muito apaixonada. Na época ele nem me dava moral e sempre que tinha oportunidade, debochava de mim. Hj ele está a fim de uma menina que não tá muito aí pra ele, que vez ou outra vem se lamentar comigo. Aí que percebo o poder de uma mulher sobre um homem. Acreditamos que ele deve estar pagando pelo que ele já fez uma mulher sentir, pois o mundo gira e é como falam: A vida é uma roda! Hoje quem tá por cima, fica por baixo depois. Vemos que esse é o problema da grande maioria masculina! Muitas vezes eles não entendem as voltas que o mundo dá e optam por aprender da pior forma: a sentir na pele!
Necessita-se aprender que na vida o PLANTIO é opcional, mas que a COLHEITA é e sempre será OBRIGATÓRIA! Quem sabe dessa vez ele aprende!
Em nosso curso temos um professor que disse certa vez: "Gente, o cara perfeito e o castelo dos seus sonhos não existem! Vocês precisam tirar isso da cabeça!". Nós tiramos, mas só depois de apanhar e muuuuito em nossa caminhada.

Não esqueçam: A vida é feita de escolhas. E o que você plantar hoje, com certeza colherá amanhã!